Do programa UPinTech para o mundo.

Para alguns, o estágio na UPIN foi o primeiro emprego e, depois disso, as portas do mercado de trabalho abriram-se. Entre a Austrália e a Europa, os antigos colaboradores afirmam que o estágio foi fundamental para estes passos

mapa mundi

O programa UPinTech começou no ano de 2011 a criar estágios pagos de 3 ou 6 meses para alunos de doutoramento ou pós-doc da Universidade do Porto, permitindo-lhes um contacto direto com os processos de proteção e valorização da investigação em que a Universidade do Porto Inovação trabalha. Com o início dos estágios chegaram Rita Seabra e Daniel Vasconcelos, os primeiros UPinTech’s da UPIN.

Depois de passar pelo programa, foi oferecida a Rita a oportunidade de ir para Colónia, na Alemanha, trabalhar no Max Planck Institute for Plant Breeding (MPIPZ), onde se encontra atualmente a investigar na área da fitopatologia. Na opinião de Rita, a passagem pela UPIN foi, sem dúvida, uma mais-valia para este passo em frente: “A experiência adquirida enquanto colaboradora da UPIN permitiu-me aperfeiçoar o meu método de avaliação científica e expandiu os meus horizontes”, refere. Daniel também assume que o estágio UPinTech foi uma experiência enriquecedora: “O estágio na UPIN mudou a minha forma de pensar enquanto investigador. Foi uma experiência muito rica, na qual pude aprender e colaborar com profissionais com backgrounds muito diferentes”, diz Daniel, que se encontra neste momento a concluir o seu doutoramento em Medicina Regenerativa no Instituto de Engenharia Biomédica (INEB), no Porto.

Quando os estágios de Rita e Daniel acabaram, e tendo em conta os proveitos obtidos do trabalho de ambos, a UPIN lançou nova call para acolher dois novos colaboradores na equipa: Renato Vasconcelos e António do Aido foram os selecionados. O primeiro, doutorado em Engenharia Química pelo Imperial College London, acabou por ficar na UPIN menos tempo que o esperado porque surgiu uma oportunidade irrecusável para trabalhar na empresa InnoCentive, em Londres, nas áreas de crowdsourcing e challenge driven innovation. Também Renato fala da experiência na UPIN como determinante para a sua carreira: “Foi um passo importantíssimo porque as áreas onde estou a trabalhar não são mais do que mecanismos para apoiar a transferência de tecnologia – logo, a análise de patenteabilidade e do potencial comercial de invenções que fiz na UPIN, tem bastante paralelismo com o que faço agora”, disse.

António do Aido acabou, pelo contrário, por ficar mais tempo do que o estipulado devido aos projetos empreendedores a que pretende dar continuidade. Neste momento, António está a concluir uma pós-graduação em Engenharia Física ao mesmo tempo que trabalha no seu novo projeto – PowerMill – ultimando todo o processo burocrático para a constituição da empresa e dando também os primeiros passos para a criação de uma ONG. António do Aido não hesita em valorizar a passagem pela UPIN: “O estágio ajudou-me imenso na compreensão de todo o processo de patenteamento e na escrita das patentes, que a PowerMill irá submeter em breve”. O projeto do antigo estagiário enquadra-se na área das energias renováveis e produção de eletricidade de forma sustentável.

Estando já António do Aido e Renato Vasconcelos também encaminhados no mercado de trabalho, foi a vez de Bruno Moreira e Isabel Coutinho integrarem a equipa UPIN. Desta vez, nem um nem outro completaram os seis meses de estágio também por motivos de ofertas profissionais aliciantes. Isabel, apesar de ainda se encontrar a trabalhar com o gabinete, está de malas feitas para partir para a Austrália, onde irá integrar um projeto de investigação na área da oncobiologia na Universidade de Adelaide. Sendo a estagiária que vai para mais longe de entre todos, Isabel pretende assim dar continuação à sua carreira de investigação científica, enfrentando uma grande mudança na sua vida. Doutorada em Ciências Farmacêuticas, Isabel Coutinho refere que a passagem pela UPIN foi “uma experiência enriquecedora e bastante didática”, acrescentando ainda que irá, certamente, transportar essa aprendizagem para o seu novo projeto.

Bruno Moreira é licenciado pela Universidade do Minho mas o seu currículo na área da Engenharia Biomédica, assim como o Doutoramento na área,  valeu-lhe a oportunidade de integrar o programa . Neste momento Bruno está na empresa Creative Bitbox, em Vila Nova de Gaia, e assume que a passagem pelo programa UPinTech foi fundamental: “Posso afirmar que o estágio teve influência neste passo da minha carreira. O tempo que passei na UPIN permitiu-me trabalhar e familiarizar-me com áreas diferentes, travar conhecimentos e assim perceber que melhor rumo dar à minha carreira profissional”, disse. O jovem está a desenvolver software para aplicações interativas e realidade aumentada.

Neste momento, dadas as saídas de Bruno e Isabel, a UPIN está novamente a recrutar estagiários para o programa UPinTech. Mais informações podem ser consultadas aqui.