Mentor-Empreende chega a Portugal

redemprendiaCom o apoio da RedEmprendia e de membros da U.Porto o motor de busca especialmente desenhado para empreendedores já está disponível em português.

Em desenvolvimento desde 2012, a ferramenta foi agora adaptada às necessidades dos empreendedores de Portugal e do Brasil, graças à colaboração de especialistas das universidades associadas à RedEmprendia nestes dois países. Agora, qualquer pessoa pode usar o Mentor-Empreende, bastando para isso aceder à página desta rede universitária.

O que é o Mentor-Empreende?

Trabalhando em conjunto com o conhecido motor de pesquisa Google, o Mentor-Empreende organiza o acesso a temas de interesse propostos por especialistas em empreendedorismo. São privilegiados os sites com melhor reputação, aqueles considerados as fontes de maior qualidade para quem está a formar-se no mundo empreendedor ou até mesmo a iniciar a construção de um novo negócio.

Esta ideia inovadora foi desenvolvida por peritos da Universidade de Santiago de Compostela, que contaram com o apoio e financiamento da RedEmprendia, da qual a Universidade do Porto é membro desde 2011. Na opinião da equipa, a ferramenta facilita a vida dos empreendedores apoiando “o acesso a conteúdos relacionados com o empreendedorismo”, disse Loreto Fernández. Deste modo é ultrapassada a dificuldade com que todos os utilizadores se deparam ao encontrar milhões de resultados numa plataforma web: por onde começar?(principalmente quando falamos de utilizadores sem qualquer formação no âmbito do empreendedorismo e criação de empresas).

Até há pouco tempo o motor de busca estava disponível apenas em espanhol mas entra agora na sua fase de internacionalização, procurando abranger todas as áreas ibero-americanas. Além disso, cada fase do processo procura sempre adaptar-se aos empreendedores de cada país e às suas necessidades, contando, neste caso específico, com a participação de peritos da Universidade do Porto na avaliação dessas mesmas especificidades.

Sobre a RedEmprendia

A RedEmprendia é uma rede universitária ibero-americana que trabalha para promover a transferência de conhecimento, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e o empreendedorismo responsáveis. É composta por 20 universidades ibero-americanas de 7 países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Portugal), a Universia – a maior rede de universidades de língua espanhola e portuguesa- e o Banco Santander, que apoia as atividades da RedEmprendia através da sua Divisão Global Santander Universidades.

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U.Porto volta a ser parceira nacional do European Satellite Navigation Competition

ESNC 2013

Um dos maiores concursos na área da navegação por satélite está de volta para a sua 10ª edição e a Universidade do Porto é o unico parceiro nacional da competição.

O mote para edição deste ano é “Take the Next Step with Your Business Case” e, até ao dia 30 de Junho, os concorrentes (individualmente ou em equipa) provenientes de empresas, centros de investigação, universidades ou empresas start-up podem apresentar as suas ideias de negócio, com o intuito de as verem promovidas e postas em prática no futuro.

O European Satellite Navigation Competition (ESNC) é um concurso internacional de ideias de negócio que envolvam navegação por satélite e que usem esta tecnologia de forma inovadora. É um dos maiores concursos internacionais na área.

A Universidade do Porto, enquanto parceira da competição, vai acolher em Setembro a reunião dos cerca de 30 peritos internacionais que irão decidir os vencedores. A cerimónia de entrega de prémios será no dia 5 de Novembro, em Munique (Alemanha).

Para mais informações, consultar o site do concurso.

Dirk Elias foi o grande vencedor da última edição do ESNC

O docente da FEUP e diretor da Associação Fraunhofer Portugal Research concorreu à edição de 2012 com a ideia “Seamless Navigation Through Ultra Low Frequency Magnetic Field Communication (ULF-MC)”. Após ter conquistado o primeiro lugar na categoria regional do concurso, ao qual concorreram 10 ideias, Dirk Elias arrecadou o Galileo Master 2012, grande prémio internacional disputado por todos os vencedores regionais dos países concorrentes.

Dirk Elias a receber o prémio, em 2012

Dirk Elias a receber o prémio, em 2012

A ideia, desenvolvida entre a Associação Fraunhofer Portugal Research e na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) consiste num sistema de navegação inteligente que permite uma identificação exata do local onde nos encontramos. Segundo Dirk Elias, a aplicação funciona perfeitamente em smartphones e promete ser uma inovação dos sistemas convencionais, como por exemplo o GPS. Através da tecnologia ULF-MC, usada neste sistema, é possível usar a aplicação em espaços fechados tais como lojas, grandes edifícios, parques de estacionamento subterrâneos, túneis, etc. A aplicação, que já foi alvo de vários testes, já foi alvo de proteção de patente na Europa e nos Estados Unidos.

João Barros aposta no mercado dos EUA

Fotografia de ©Álvaro Martino

Fotografia de ©Álvaro Martino

Enfrentando a grande competição e derrubando as barreiras de um dos maiores mercados do mundo,  João Barros, docente da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, a concessão de dois títulos de patente nos Estados Unidos da América, para duas invenções ligadas às novas tecnologias da comunicação em redes sem fios. Apesar das dificuldades, o inventor principal destas patentes conseguiu provar a originalidade das suas invenções no território americano, podendo usufruir agora da dinâmica existente no mercado dos EUA. “Patentear com sucesso nos Estados Unidos acrescenta credibilidade à propriedade intelectual e é, muitas vezes, uma condição necessária para a obtenção de investimento americano”, disse João Barros.Tentando explicar a importância das suas tecnologias para o mercado, João Barros salienta que uma delas permite “utilizar o ruído dos canais de comunicação para gerar chaves secretas”. Ou seja, se uma pessoa enviar dados através de uma rede wireless um atacante (ou hacker) ver-se-á a braços com inúmeras chaves secretas por minuto se tentar intercetar esses dados. “Isto torna as comunicações através de redes sem fios muito mais seguras”, contou o investigador.

A outra tecnologia permite melhorar as ligações de dispositivos móveis à Internet. Como explicou João Barros, “a ideia base consiste em gerar pacotes de dados codificados para recuperar as perdas resultantes do ruído dos canais wireless”. Ambas as tecnologias estão já licenciadas às empresas Whisper Communications e Code On, respetivamente, sediadas nos Estados Unidos.

Ao longo de todo o processo envolvendo as suas invenções, João Barros foi acompanhado pela UPIN que, segundo o próprio, “acreditou no valor das invenções desde o início”. O gabinete de transferência de tecnologia da U.Porto, fazendo jus à sua missão de valorizar o conhecimento gerado dentro da instituição, tratou da maior parte dos procedimentos legais necessários, permitindo que os inventores pudessem dedicar-se mais às questões científicas. “O apoio da UPIN permitiu que não tivéssemos de nos preocupar com as questões administrativas. Lembro-me que na altura fiquei surpreendido, porque não sabia que esse apoio existia”, disse o investigador.

Hospital de software de André Riboira e Rui Maranhão

Explicado de forma simples, o Remote Debugging Service (RDS) é “semelhante a um hospital de software”, como diz André Riboira, um dos inventores da tecnologia. Normalmente um software tem bugs, conseguem ver-se os “sintomas, mas as causas são difíceis de descobrir”. A tecnologia consiste numa aplicação informática que permite reduzir os custos que estão normalmente associados aos erros de programação de software. Ao identificar problemas de lentidão, crashes ou resultados inesperados, o RDS analisa o software e “cria um diagnóstico que indica quais as localizações mais prováveis dos problemas para que os programadores os possam corrigir”, explica André Riboira. O RDS chega a reduzir o tempo utilizado neste tipo de tarefas em cerca de 75%.

A ideia surgiu na sequência de experiências feitas na indústria, onde os dois investigadores concluíram que as técnicas de análise existentes não podiam ser aplicadas em muitos casos reais. André chega mesmo a dizer que quando os sistemas “utilizam várias tecnologias distintas e vários dispositivos, a aplicação das técnicas atuais era impraticável”. Face a este problema, a dupla arregaçou as mangas e lançou mãos ao trabalho: “Sabíamos que tínhamos de resolver este problema”, refere André.

O apoio da UPIN – Universidade do Porto Inovação

Tendo a consciência de que esta ideia nasceu de uma necessidade clara para resolver um problema existente, André e Rui souberam, desde logo, que a tecnologia teria um grande potencial para ser comercializada. Procurando apoios para um processo que se revelava longo e trabalhoso, recorreram à UPIN, o gabinete de transferência de tecnologia da Universidade do Porto. “A UPIN foi o nosso GPS”, diz André Riboira. “Deu-nos as indicações certas para que a ideia saísse da FEUP e seguisse um bom caminho até chegar aos investidores”. A UPIN acompanhou o desenvolvimento da tecnologia, auxiliando os investigadores em todas as questões relacionadas com a propriedade intelectual e proteção da mesma.

Além disso, foi também através da UPIN que o RDS conquistou o seu primeiro prémio: no concurso de ideias da Universidade do Porto, iUP25k. Tendo já sido submetido o pedido provisório de patente em Fevereiro de 2012, André e Rui levaram a ideia a concurso acabando por conquistar o segundo lugar. “Os prémios que recebemos foram a demonstração que não somos só nós a acreditar na nossa ideia – indicam-nos diretamente que os investidores consideram a tecnologia rentável e sabemos agora que há um interesse enorme em testar o nosso serviço”, conta André Riboira, acrescentando ainda que estas vitórias foram “a confirmação que faltava para partimos para a criação da empresa, confiantes no seu futuro”.

André Riboira e Rui Maranhão com o vice-reitor Jorge Gonçalves na final do iUP25k 2012

André Riboira e Rui Maranhão com o vice-reitor Jorge Gonçalves na final do iUP25k 2012

Quanto ao dinheiro recebido nos concursos, André revela que todos os proveitos estão a ser canalizados para a abertura da empresa de ambos: “Embora ainda não esteja formalmente constituída, já está planeada e irá contar, naturalmente, com todos os prémios que a ideia recebeu”, diz.

Neste momento a tecnologia encontra-se em fase de protótipo e a dupla de engenheiros está a “validar a sua eficácia num sistema real” de um dos seus parceiros industriais, como referiu André Riboira. Os investigadores estão neste momento em busca de investidores que os ajudem a suportar os elevados custos necessários para avançar com o projeto. Depois, pretendem transformar o protótipo num serviço estável e, finalmente, iniciar a sua exploração comercial.

Sobre os investigadores

André Riboira é licenciado em Engenharia Informática pelo ISEP (Instituto Superior de Engenharia do Porto) e iniciou a atividade profissional como freelancer no desenvolvimento de aplicações web, tendo chegado a criar a sua própria empresa. A curiosidade e empenho no desenvolvimento de novas soluções e tecnologias levou-o a ingressar no MIEIC (Mestrado Integrado em Engenharia Informática), da FEUP, que concluiu em 2011. Foi após essa conquista que participou no projeto “SSaaPP – SpreadSheets as a Programming Paradigm” na Universidade do Minho (financiado pela FCT), aplicando técnicas de debugging automático em folhas de cálculo. Iniciou, depois a colaboração no projecto CSR:Small, na FEUP (financiado pela NSF, EUA) e foi nessa altura que surgiu a ideia do Remote Debugging Service.

Rui Maranhão é licenciado em Engenharias de Sistemas e Informática pela Universidade do Minho e tem um mestrado em “Software Technology” na Utrcht University, na Holanda. Recebeu o grau de doutor neste mesmo país, em 2008, onde trabalhou na área de debugging automático. A sua área de investigação é Engenharia de Software em geral e automatização do teste e depuração de software em particular. Tem mais de 60 publicações em revistas e conferências internacionais e vários prémios científicos de empreendedorismo.
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Cinco patentes concedidas em 2012 e 24 novos pedidos de patente

Os resultados ao inquérito de satisfação da UPIN em 2012 foram positivos. De um total de 236 respostas recebidas, mais de 80% revelam estar “Muito Satisfeitos” ou “Satisfeitos” com o trabalho da Universidade do Porto Inovação.

Desse número, destaca-se a opinião dos membros da Universidade do Porto, onde mais de 90% estão “Muito satisfeitos” ou “Satisfeitos”. Além disso, são 92% os que recomendariam os serviços da UPIN.Gráfico_satisfeito

“Satisfeito” e “Muito satisfeito” com o trabalho da UPIN em 2012

Relativamente às empresas que responderam ao inquérito, 80% disseram estar “Muito satisfeitas” ou “Satisfeitas” com o apoio recebido pela UPIN. Desse número, a maioria também recomenda o trabalho do gabinete (num total de 92%).

Gráfico_recomendam a UPINRecomendariam a UPIN

A UPIN quer deixar uma nota de agradecimento a todos os que participaram no inquérito de satisfação 2012, não só pelas palavras de encorajamento mas também pelas recomendações que permitem melhorar continuamente a qualidade dos nossos serviços.

Indicadores de atividade

Além das respostas ao inquérito de satisfação, destacam-se os resultados obtidos noutras áreas em que a Universidade do Porto Inovação atua, como se pode verificar nos gráficos abaixo.

Relativamente às patentes, a Faculdade de Engenharia (FEUP) foi a que mais comunicações de invenção submeteu no ano de 2012, sendo também a unidade orgânica com mais patentes depositadas e concedidas.

Ao todo, foram cinco as patentes concedidas à Universidade do Porto no ano passado,  além dos 24 novos pedidos de patente (21 em Portugal e três noutros território).Gráfico_com_invencao

  Comunicações de invenção submetidas em 2012 por Unidade Orgânica

Gráfico_pat_depositadasPatentes depositadas em 2012 por Unidade Orgânica 

Gráfico_pat_concedidas

Patentes concedidas em 2012 por Unidade Orgânica

Relativamente às propostas ao 7º Programa-Quadro de I&D, a Universidade do Porto submeteu um total de 438 candidaturas, sendo que 71 foram aprovadas. No ano de 2012 das 85 propostas submetidas, 11 foram aprovadas.

Gráfico_propostas_totalTotal de propostas submetidas e aprovadas a projetos de I&D no âmbito do 7º Programa-Quadro (período 2007-2012)

Gráfico_propostas_tematicaPropostas aprovadas a projetos de I&D no âmbito do 7º Programa-Quadro  por área temática em 2012

Em 2012 o número de ideias de negócio recebidas e apoiadas pela UPIN aumentou para um total de 24, face às 16 registadas no ano de 2011. A Faculdade de Engenharia e a Faculdade de Ciências são as faculdades que mais fizeram emergir novas ideias de negócio em 2012. Verificou-se também um aumento de projetos interdisciplinares, que agregam diferentes saberes e faculdades.

Gráfico_ideias apoiadas

Número de ideias de negócio apoiadas pela UPIN por Unidade Orgânica

Um último indicador refere-se às sessões A2B (Academy to Business) que consolidou o seu conceito no ano passado. Ao todo, foram organizadas 7 sessões A2B que contaram no total com 226 participantes, representando a U.Porto, empresas e associações empresariais. As sessões beneficiaram de uma forte adesão dos(as) investigadores(as) da U.Porto, vindos maioritariamente das áreas das ciências físicas e engenharia.

Gráfico_A2B

Participantes nas sessões A2B (Academy to Business) por Unidade Orgânica –        n =146

Os prémios conquistados pelo Remote Debugging Service

André Riboira em Madrid a receber o prémio Spin 2012

André Riboira em Madrid a receber o prémio Spin 2012

Em Maio de 2012 conquistaram o 2º lugar no iUP25k – concurso de ideias de negócio da Universidade do Porto, organizado pela UPIN (Universidade do Porto Inovação) e pelo CEdUP (Clube de Empreendedorismo da Universidade do Porto). O prémio foi de 5.000€ em incubação e mentoring para definição do plano de negócios.

Em Junho de 2012 foram os grandes vencedores da 1ª edição do concurso Ideias TI Potencialmente Empreendedoras. Este concurso de ideias de negócio é organizado pela ANETIE (Associação Nacional das Empresas das Tecnologias de Informação Eletrónica). O Remote Debugging Service ganhou, aqui, acesso a uma série de workshops sobre empreendedorismo.

Já a terminar o ano de 2012, a tecnologia destes dois empreendedores conquistou mais dois prémios. Em Novembro de 2012 foram seleccionados para efectuar uma apresentação no evento Empreender TI 2012, organizado pelo CEDT (Centro de Excelência em Desmaterialização de Transações) e pela COTEC Portugal (Associação Empresarial para a Inovação). O Remote Debugging Service foi uma das 36 ideias seleccionadas para apresentação, sendo identificada como potencialmente empreendedora.
No mesmo mês foram os grandes vencedores do Spin 2012 – Prémio Da Ideia à Ação, organizado pela RedEmprendia (Rede Universitária Iberoamericana de Incubação de Empresas). A tecnologia foi uma das grandes vencedoras de entre cerca de 300 candidaturas provenientes de sete países, e ganhou 3.000€ e um curso de formação no Babson College (Boston, USA).

O ano de 2013 começou bem para a dupla, que foi a grande vencedora da edição do Porto do concurso The Next Big Idea 2013. Este concurso é organizado pela SIC Notícias com o patrocínio da REN, Liberty Seguros e Sical. O prémio conquistado traduziu-se em sessões de mentoring com os CEO da REN, Maksen, Nestlé e Liberty Seguros.

Neste momento, André Riboira e Rui Maranhão estão concentrados na sua empresa “Recodit S.A.”, que terá a chancela spin-off da U.Porto. André Riboira diz que está tudo a correr bem: “Estamos a preparar algo que consideramos ser bastante sólido, daí estarmos a demorar algum tempo com a sua abertura”. Num futuro mais próximo, a equipa vai testar a aceitação da ideia em Silicon Valley.

Tecnologia da U.Porto vence European Satellite Navigation Competition

Os “bloqueios” dos GPS em espaços interiores podem estar muito perto de ser um problema do passado. A “culpa” é do “Seamless Navigation Through Ultra Low Frequency Magnetic Field Communication (ULF-MC)”, uma solução desenvolvida por Dirk Elias, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e diretor do Fraunhofer AICOS, e que acaba de ser distinguida com a edição 2012 do European Satellite Navigation Competition (ESNC), um concurso internacional destinado a novas ideias de negócio que envolvam navegação por satélite.

Desenvolvida em conjunto no Fraunhofer Portugal e na FEUP, esta ideia inovadora consiste num sistema de navegação inteligente que permite uma localização exata do local onde nos encontramos. Segundo Dirk Elias, a aplicação “funciona perfeitamente em smartphones “e promete ser uma “inovação dos sistemas convencionais”, como por exemplo o GPS.

Através da tecnologia ULF-MC usada neste sistema, é possível usar a aplicação em espaços fechados tais como lojas, grandes edifícios, parques de estacionamento subterrâneos e túneis. A tecnologia pode ainda ser aplicada na otimização de sistemas de localização destinados a cegos e a outras pessoas com necessidades especiais.

Nova aplicação permite uma localização exata em espaços interiores através do smartphone (Foto: DR)

A nova aplicação, que já foi alvo de vário testes e se encontra em processo de patenteação na Europa e nos Estados Unidos, começou por conquistar o primeiro lugar na categoria regional do ESNC, ao qual concorreram 10 ideias portuguesas. Na fase final do concurso, o projeto de Dirk Elias acabou por se impor aos restantes vencedores regionais dos países concorrentes., arrecadando para Portugal o grande prémio internacional – o Galileo Master 2012.

O papel da U.Porto

A U.Porto foi escolhida como parceiro regional da edição deste ano do ESNC, através da Universidade do Porto Inovação (UPIN), que fez a gestão das candidaturas, e do UPTEC. Maria Luísa Bastos, professora da Faculdade de Ciências (FCUP) e diretora do Observatório Astronómico Prof. Manuel de Barros presidiu ao júri do concurso, que contou ainda com a participação de José Alberto Gonçalves (FCUP), Manuel José Reis (Nibble – Engenharia Lda) e Vergílio Mendes (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa).

Além do primeiro prémio, dois projetos participantes na fase regional portuguesa também foram premiados a nível europeu na categoria “Special prize Winners”, com os projetos “3SOUND Navigation” de Rafael Olmedo da GSA, e “Access ON” de Luís Gomes e Filipe Sousa, do University Challenge.

O ESNC 2012 contou com um número recorde de mais de 400 candidaturas de cerca de 40 países. O valor total dos prémios atribuídos ascende ao milhão de euros.