KIMERAA reúne empresas start-up, empresas internacionais e U.Porto no Fórum do Mar 2014

Realizou-se no passado dia 28 de Maio no Fórum do Mar (Exponor, Matosinhos), uma sessão A2B (Academia to Business) dedicada ao Mar. O evento procurou funcionar como um elo entre a comunidade científica e a empresarial, permitindo a partilha de conhecimentos em investigação, empreendedorismo e inovação no domínio da economia do Mar.

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Investigadores e membros de empresas assistem a uma das apresentações

A importância da colaboração entre os diferentes atores envolvidos na economia do Mar para uma efetiva transferência de conhecimento e tecnologia, e também para o sucesso das regiões envolvidas foi palavra de ordem para as cerca de 30 pessoas (entre investigadores, empreendedores e empresas) presentes nesta A2B. A troca de ideias foi animada entre todos os que quiseram expor competências, projetos, desafios e dificuldades encontradas quando se trata da economia do Mar.

Dada a diversidade de temas e abordagens no que toca a esta temática, o evento foi organizado em torno de três painéis, dedicados a temas diferentes. O primeiro, dedicado à exploração de atividades relacionadas com a Biotecnologia, contou com a presença e intervenção de dois centros de investigação de referência na Região Norte: Laboratório de Engenharia de Processos, Ambiente, Biotecnologia e Energia (LEPABE) da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), e Centro Indisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR). Ambas as unidades apresentaram trabalhos que têm vindo a desenvolver nas respetivas linhas de investigação. No caso do LEPABE realizou-se um “pitch” na área dos biofilmes e no caso do CIIMAR a intervenção incidiu mais na investigação na área da biorremediação de contaminantes nas zonas costeiras e estuarinas. Além dos investigadores, este painel contou também com a participação de um representante da empresa Bluemater, sedeada no UPTEC, cuja atividade principal reside no tratamento de águas potáveis e residuais, e também da empresa MARINNOVA, uma jovem empresa focada no fornecimento de serviços e produtos na área das ciências marinhas e ambientais.

Já o segundo painel, dedicado aos veículos autónomos, contou com a intervenção de investigadores do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da FEUP, mais especificamente do Laboratório de Sistemas e Tecnologias Subaquáticas, que apresentaram atividades e projetos em torno de veículos aéreos não tripulados (UAVs) e veículos autónomos subaquáticos (AUVs). As empresas presentes neste painel foram a Abyssal, especialista em sistemas operativos para veículos operados remotamente, e a Critical Software, que apresentou o projeto “Oversee Search and Rescue”, desenvolvido em colaboração com a Marinha Portuguesa.

Para fechar a sessão, o terceiro painel debruçou-se sobre questões relacionadas com as infraestruturas portuárias e de defesa e proteção costeira, com intervenções de diversos representantes do Laboratório de Hidráulica do Departamento de Engenharia Civil da FEUP. Nesta troca de ideias participaram também representantes da APDL – Porto de Leixões, apresentando projetos de grande envergadura que se encontram em curso, nomeadamente o reforço da interoperabilidade nas redes de serviços logísticos. Uma empresa italiana, a Technital, também fez parte deste último painel da sessão A2B, expondo algumas das suas necessidades de I&D.

Esta foi uma das últimas atividades do projeto KIMERAA que, após ter visto aprovada uma fase adicional de implementação, irá terminar no final deste ano. Durante a sessão, os participantes puderam assistir ainda a uma breve apresentação deste projeto, seus objetivos e atividades. O KIMERAA durou quatro anos e envolveu cinco países (incluindo Portugal) que trabalharam em conjunto para procurar soluções para dinamizar o cluster do Mar.

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KIMERAA – o sector marítimo na vanguarda.

Nos últimos quatro anos o projeto KIMERAA tem procurado soluções para dinamizar o sector marítimo, em parceria com outros 4 países. Em fase de conclusão, é altura de apresentar resultados.

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Os parceiros do KIMERAA numa das suas últimas reuniões.

O KIMERAA – Knowledge transfer to Improve Marine Economy in Regions from the Atlantic Area começou em Abril de 2010 a trabalhar para desenvolver e aumentar a competitividade de nichos de excelência no sector marítimo através da criação de pontes e ligações entre os fornecedores de conhecimento especializado e empresas envolvidas em atividades económicas marítimas. Para atingir este objetivo, entidades dos cinco países envolvidos – Portugal, Espanha, França, Irlanda e Reino Unido – tiveram um papel ativo na identificação e desenvolvimento de canais para uma eficaz transferência de conhecimento nas regiões do Espaço Atlântico, mobilizando e ligando os diferentes atores institucionais com papel ativo no setor marítimo.

Numa primeira fase o projeto centrou-se num estudo para a identificação e análise dos atores e instituições que constituem os sistemas de inovação nos clusters marítimos e ciências marinhas nas regiões abrangidas pelo consórcio. Desta atividade resultaram dois documentos European Initiatives to Excellence in Maritime Cluster (Março 2011) e Maritime Clusters –Institutions and Innovation Actors in the Atlantic Area (Julho 2011). Enquanto que o primeiro documento regista projetos relacionados com a economia marítima que decorreram nos países dos parceiros, o segundo pretende caracterizar o envolvimento dos atores chave envolvidos no ecossistema de inovação e sua articulação na região onde se encontram.

Efetuado este levantamento e caracterização inicial de conhecimento do território e stakeholders envolvidos, os parceiros trabalharam no sentido de criar um catálogo comum de competências e serviços para facilitar o desenvolvimento de nichos específicos de excelência no sector marítimo. Nasceu assim uma ferramenta de informação – o Diretório do Mar – que permite a eficaz interligação entre oferta e procura de inovação e de serviços baseados em conhecimento no sector marítimo. Além de outros documentos foi ainda elaborado um documentário chamado When Science and Tradition Come Together. Toda a informação está disponível no website do projeto.

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O mais recente output do KIMERAA é o “Guia para Spinning-off e Licenciamento de Ativos Intangíveis” que funciona como guia de procedimentos para duas das principais formas de explorar a investigação: criação de empresas spin-off e proteção dos direitos de propriedade intelectual. Foi a maneira mais eficaz encontrada pelos parceiros para comparar os seus procedimentos regionais e a base para o objetivo maior e final do projeto: a criação de uma Rede Europeia de Transferência de Conhecimento do Espaço Atlântico (ENKTAA). É neste ponto que se encontra atualmente o KIMERAA e a principal meta da ENKTAA será criar ligações no sector marítimo do Espaço Atlântico Europeu ao mesmo tempo que facilita a partilha e transferência de conhecimento de qualidade em ciências marinhas, estimulando a cooperação e fortalecendo a contribuição dos clusters marítimos para o desenvolvimento social, ambiental e económico do espaço atlântico na União Europeia.

A Universidade do Porto, através da UPIN, integra o KIMERAA desde o seu início tendo sido a anfitriã da Closing Conference, realizada em Maio de 2012. O evento KIMERAA – An Atlantic Fair of Research and Spinning-off in Marine Sciences acolheu mais de uma centena de pessoas na cidade do Porto, mostrando que trabalhos neste sentido são cada vez mais necessários, estando o sector marítimo na lista das áreas estratégicas a abordar pela Universidade do Porto.

KIMERAA: Tirar o melhor proveito do mar nas regiões parceiras

logokimeraOrganizado pela UPIN , realizou-se nos dias 9 e 10 de Maio de 2012 o oitavo encontro internacional no âmbito do projecto KIMERAA, que marcou ainda presença na 2ª edição do Fórum do Mar, na Exponor no Porto.

Vários encontros e conferências marcaram a fase final do projecto KIMERAA, desde as reuniões entre os parceiros do projecto, a Conferência Internacional “An Atlantic Fair of Research and Spinning-off in Marine Sciences and Maritime Clusters”, ou os períodos de networking entre os participantes também presentes na Feira do Mar, onde vários stands alusivos ao tema prestaram esclarecimentos e encaminharam os interessados na melhor direcção sobre como aproveitar os recursos marítimos.

Conferência Internacional 10 de Maio – Exponor

Após um dia inteiro de reuniões entre os parceiros KIMERAA, liderados pelo chefe de fila do projecto – Universidade do Algarve – e algum tempo para visitar a cidade do Porto, a Exponor acolheu os intervenientes numa conferência que contou com cerca de uma centena de participantes. Tendo sempre como pano de fundo a economia marinha do Espaço Atlântico, bem como os clusters marítimos, houve espaço para apresentação de muitas propostas interessantes sobre como valorizar os recursos. O Mar é considerado como um dos meios mais ricos em possibilidades que, segundo os vários intervenientes, podem ser aproveitados de uma forma mais consistente e produtiva.

Durante a sessão da manhã, destacaram-se as participações de alguns dos parceiros KIMERAA. O Maralgarve (plataforma Mar do Algarve), pela voz de Flávio Martins, expôs os planos desenvolvidos por esta associação para tornar o mar num recurso ainda mais sustentável. Entre as mais variadas ideias, a pôr em prática em conjunto com as universidades, empresas e outras instituições, destacou-se a valorização dos recursos energéticos, do turismo do Algarve e a promoção da eficiência energética.

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Além disso, o Maralgarve está empenhado em aumentar o nível de educação nas empresas ligadas ao sector marítimo, bem como tentar facilitar cada vez mais a comunicação entre governo e empresas em todos os processos envolventes.

UNIVERSIDADE DO PORTO empenhada em valorizar o Mar

Pela voz de Jorge Gonçalves, Vice-Reitor para a Investigação, Desenvolvimento e Inovação, a Universidade do Porto marcou presença na conferência internacional destacando a importância do Mar para a região, e o posicionamento da Universidade relativamente às actividades marinha. Apesar de o papel mais importante estar centrado nas autoridades locais e nas empresas, é importante envolver a comunidade neste assunto.

“Isto é um projecto global, ninguém consegue fazê-lo sozinho. O KIMERAA é importante para unir o trabalho dos parceiros e melhorar este sector”, disse Jorge Gonçalves. Completando este raciocínio e chamando ainda mais a atenção para a necessidade de investimento, Flávio Martins referiu que “o mar precisa desse esforço conjunto”.

Transmitir conhecimento

Antes da pausa para o almoço e visita à Feira do Mar, houve ainda tempo para uma breve apresentação dos parceiros KIMERAA, relevando aqui a importância para a apresentação dos principais objectivos, actividades e resultados do projecto, nomeadamente o Directório do Mar e a rede ENKTAA (Rede Europeia de Transferência de Conhecimento no Espaço Atlântico).

Pela UPIN, Sónia Pereira apresentou as actividades e os principais resultados obtidos após dois anos de trabalho cooperativo entre as seis regiões do Espaço Atlântico participantes no projeto.

O MIK (Mondragon Innovation Knowledge) apresentou a plataforma do Directório, inserida no site do projecto KIMERAA, mostrando a importância de reunir toda a informação relativa a este tema num só local, possibilitando a interacção e promovendo a colaboração efectiva entre os diversos actores, instituições e empresas. (http://www.kimeraa.eu/mapa/index.php).

Já Ana Gonçalves, da Universidade do Algarve, apresentou a rede ENKTAA, cujo objectivo é promover a transmissão de conhecimento. Esta rede foi um dos principais objectivos alcançados no âmbito do projecto KIMERAA e pretende consolidar uma rede de parceiros, envolvida em actividades de transferência de conhecimento e na criação de nichos de excelência em clusters marítimos e ciências marinhas.

Exposição de posters e espaço para discussão

Terminadas as actividades da manhã, os participantes puderam, também, conhecer-se e discutir as temáticas abordadas na Conferência. Seguiram-se duas sessões paralelas, que contaram com diferentes oradores ligados às actividades marítimas. Estes fizeram as suas apresentações e deixaram também espaço para que os participantes colocassem questões.

A primeira sessão intitulou-se “Maritime Innovative Technologies and Services” e abordou temas como a aplicação das tecnologias nos transportes marítimos, monitorização dos oceanos, protecção ambiental e energias renováveis, contando com representantes do INEGI, e das empresas OceanScan, Abyssal e Marsensing, entre outros.

A segunda sessão, “Blue Biotechnology” focou-se mais no potencial dos recursos marinhos no que diz respeito à biotecnologia, contando com participantes do CIIMAR, Stemmatters, Sparos e Necton. As principais conclusões retiradas da animada conversa entre os oradores foram a importância da valorização das relações Universidade-empresas, e os bons resultados vindos de uma atitude proactiva quando se estabelecem parcerias com a indústria, resultando em colaborações muito vantajosas para ambos.

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Uma das mesas de discussão e a exposição de posters

Durante todo o evento, os participantes e oradores tiveram oportunidade de observar os posters a concurso, enquadrados nas temáticas das sessões paralelas. Foram vários os concorrentes que submeteram os seus posters e tiveram oportunidade, assim, de expor as suas visões e contributos no que diz respeito à economia marítima.

A Conferência Internacional KIMERAA serviu apenas como pano de fundo para um extenso trabalho desenvolvido desde 2009 pelos parceiros do projecto, no sentido de alertar os países para tornarem a sua economia marítima ainda mais sustentável.