Três projetos vão representar a U.Porto no México, em competições do SPIN 2014

São ideias de negócio nascidas no seio da U.Porto e irão, no final de Outubro, viajar até ao México para participar em duas competições distintas do SPIN 2014. AddVolt compete no Model2Market; inanoE e Sky Angel no IDEup.

wetruckPara a AddVolt tudo começou com a ideia We Truck – Empower Trucks, um sistema capaz de produzir eletricidade para camiões frigoríficos a partir da sua energia cinética e que garantiu aos promotores da empresa o 1º lugar no iUP25k 2014. Agora, a empresa constituída por quatro alumni da Faculdade de Engenharia da U.Porto, é uma das finalistas da iniciativa Model2Market, uma competição destinada detetar, apoiar e reconhecer modelos de negócio provenientes de comunidades universitárias ibero-americanas. Miguel Sousa, um dos jovens empresários da AddVolt, refere que participar nesta competição do SPIN 2014 é uma excelente oportunidade e que “apesar do nível elevado de competitividade associado e este tipo de iniciativas, a empresa acredita reunir as condições necessárias” para poder disputar os lugares cimeiros. O objetivo principal da participação na iniciativa é a possibilidade de “fortalecer e potencializar o negócio”, diz Miguel, pensando já nos workshops e sessões de mentoring, com peritos de renome e com investidores, que darão o mote ao SPIN 2014, no México.

inanoJá no concurso IDEup são duas as ideias da U.Porto representadas. A invenção inanoE foi desenvolvida por uma equipa de jovens investigadores da Faculdade de Ciências da U.Porto e consiste em micro-geradores para aproveitar energia nas áreas automóvel, têxtil e de calçado. Por serem compostos por materiais de tamanho nanométrico, os dispositivos são “altamente eficientes, flexíveis, leves e de baixo custo”, explica João Ventura, um dos promotores do projeto, acrescentando ainda que se trata de uma “solução facilmente integrável em diversas áreas industriais”. Para a equipa a ida ao SPIN 2014 é mais uma hipótese de aprendizagem, que lhes permitirá “amadurecer os conceitos de empreendedorismo, modelos de negócio e prototipagem”, diz João.

skyPara a mesma competição foi também selecionada a equipa criadora do SkyAngel, um drone destinado a ajudar os nadadores-salvadores em operações de resgate no mar. João Coelho considera esta oportunidade muito interessante devido, principalmente, ao “acesso a sessões de formação” relacionadas com as temáticas trabalhadas pela equipa. O inventor acrescenta ainda que ser finalista do IDEup é uma mais-valia para “consolidar novos conceitos que permitam a construção de um protótipo com ainda mais qualidade”, refere. Além disso, os criadores do SkyAngel esperam tirar partido do contacto com outras culturas ibero-americanas e do intercâmbio de experiências.

Esta e outras iniciativas fazem parte do SPIN 2014, uma iniciativa da RedEmprendia organizada conjuntamente pelas várias universidades que integram a rede. É descrito pela organização como “o encontro por excelência do empreendedorismo universitário ibero-americano” e a edição deste ano terá lugar nos dias 29 e 30 de Outubro na cidade do México. Toda a informação está disponível aqui.

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Ideias vencedoras do iUP25k 2014 contam próximos passos

Os premiados nas várias categorias da 5ª edição do concurso de ideias de negócio da U.Porto estão já a pensar no futuro das suas ideias e empresas. Apesar de terem planos diferentes, todos concordam que o iUP25k foi um grande e importante impulsionador para para a consolidação das ideias em projetos efetivos.

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WeTruck é um sistema para aproveitar a energia solar e a energia cinética do veículo para produzir eletricidade suficiente para alimentar o sistema de refrigeração dos camiões-frigoríficos.

Num ano de vitórias, a ideia WeTruck, de um grupo de estudantes da FEUP, foi a primeira classificada no iUP25k 2014, levando para casa o prémio de 15.000€, dos quais 10.000€ são um prémio em dinheiro, patrocínio do Banco Santander Totta, para investir na empresa que a equipa vier a criar. Em entrevista, os membros da equipa revelam os vários benefícios desta distinção, passando desde logo pela oportunidade de registo de propriedade intelectual. Salientam também a componente de incubação e mentoring que tencionam “rentabilizar para afinar estratégias na industrialização do protótipo e colocação do produto no mercado”. Além dos prémios habituais, o iUP25k contou este ano como parceiro do concurso com a RedEmprendia que ofereceu uma viagem ao México a um dos elementos da equipa vencedora, dando-lhe a oportunidade de participar no SPIN 2014 – um evento de excelência do empreendedorismo universitário. O grupo vê este prémio como “uma janela de oportunidade para contacto com potenciais clientes, fornecedores e, quem sabe, estabelecer parcerias estratégicas para a futura internacionalização do produto”. Para a equipa WeTruck, é “um grande orgulho” levar a sua tecnologia a outros países, também para “mostrar a outros mercados, com visões e culturas distintas, o que esta tecnologia pode oferecer tanto a nível económico como ambiental”, contam.

Relativamente aos próximos passos a dar, uma vez que a equipa já tem o protótipo validado em laboratório, agora é altura de fazer “a transferência efetiva da tecnologia para uma viatura da empresa de transportes nacional”, que tem acompanhado o desenvolvimento desta solução. A WeTruck espera concluir esta etapa nos próximos meses, para terem a “tecnologia no mercado até finais de 2015”, referem.

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CECO – Energy Wave Converter consiste num novo sistema de aproveitamento da energia das ondas.

O segundo prémio foi para a ideia CECO – Energy Wave Converter.  A equipa irá aproveitar o prémio, designadamente os serviços, para “concretizar a ideia de negócio, nomeadamente na definição de um planeamento estratégico e na procura de oportunidades comerciais, mas também ao nível de serviços de consultoria”, referem os membros da equipa. Quanto aos próximos passos a dar, a CECO tem plena consciência de estar “perante um projeto ambicioso e de grande dimensão” e, por isso, as palavras de ordem têm sido empenho e trabalho. Neste momento querem continuar a estabelecer contatos “que possibilitem a obtenção de fundos e recursos que permitam acelerar o processo”. Posteriormente, os promotores desejam que a CECO possa passar para a fase de estudos no mar  “em condições reais”, referem. Só depois dessa etapa é que passarão para a comercialização.

5sense

5sense é uma aplicação para smartphone que pretende juntar num único dispositivo todos os comandos tradicionais (portões, garagens, condomínio, etc).

Em terceiro lugar e com direito a um prémio no valor de 5.000€ (e também ao Prémio do Público), ficou a 5sense, atualmente já a funcionar na empresa criada pelos seus elementos, a SenseGate. A equipa vai aproveitar o prémio principalmente para “avaliação de mercado e propriedade intelectual, no sentido de facilitar o processo de entrada no mercado”, contam em entrevista à UPIN. Esta tecnologia foi também galardoada com o prémio Best TIC, concedido pela Microsoft e traduzido em equipamento mas também em mentoring: “além de nos ter facilitado equipamento que é muito útil ao desenvolvimento do projeto, dá-nos acesso a mentoring e programas de apoio a startups, que julgamos serem muito vantajosos nesta fase”, refere a equipa.A empresa está já numa fase avançada, com vários protótipos funcionais. Neste momento, estão “focados em implementar um conjunto de funcionalidades e em aperfeiçoar o produto, de forma a torna-lo pronto para ser comercializado”, referem.

Uma edição recheada de novidades e surpresas

jogos sociais

Jogos sociais, verdadeiramente sociais – uma maneira de jogar contra adversários reais, frente a frente, usando os smartphones.

Uma das novidades de 2014 foi o prémio Best TIC, que teve o apoio da Microsoft e provocou alguma indecisão do júri quando chegou a altura de eleger o vencedor, acabando este por criar uma menção honrosa de última hora, atribuída ao projeto Jogos Sociais, verdadeiramente Sociais, de um grupo de alunos da FEUP. O grupo conta que a equipa está, neste momento, envolvida em outras competições que, à semelhança do iUP25k, consideram “importantes para ganhar visibilidade e contactos”. No que diz respeito à tecnologia em desenvolvimento, referem que o próximo passo é “pegar nos jogos e dar-lhes um design e uma user experience ideal e profissional para estarem prontos para o mercado”, duas componentes para as quais tencionam contratar empresas externas – o que significa que a equipa vai continuar na procura de financiamento. Na opinião deste grupo, cujo objetivo é fornecer horas de divertimento partilhado aos seus utilizadores, uma das maiores dificuldades prende-se com um design apelativo para os jogos, componentes nas quais vão continuar a trabalhar.

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TipiFire é uma tenda pensada para proteger os bombeiros durante o combate aos incêndios.

No que toca às ideias sociais, o grande vencedor deste ano foi a ideia TipiFire. O prémio concedido pela Santa Casa da Misericórdia, referem, vai disponibilizar “formação, contactos, e um período de incubação para a ideia o que servirá para desenvolver ainda mais o projeto e, possivelmente, encontrar os recursos necessários para concretizar a ideia em termos de comercialização do produto e patenteamento”. Encontrando-se neste momento na etapa final da prototipagem, a TipiFire irá começar muito em breve os testes em cenário real para depois passar para o mercado: “Em 2015 temos como primeira etapa iniciar a comercialização do TipiFire na zona Norte de Portugal. Numa segunda etapa, queremos expandir para todo o país e, no ano seguinte, tentar a internacionalização”, contam. Entre as dificuldades com que já se depararam, a principal a contornar é precisamente a venda do produto mas também a legalização ou aprovação do mesmo “pelas entidades responsáveis por materiais de segurança, trâmite que deverá demorar bastante tempo e com um custo envolvido considerável”, referem.

A importância do iUP25k para os empreendedores

Com objetivos e dificuldades mais ou menos semelhantes, comum é também a opinião positiva que os concorrentes e vencedores têm acerca do iUP25k. A SenseGate, por exemplo, refere que o concurso “teve, e está a ter, um contributo muito significativo no trabalho da empresa uma vez que permitiu ter alguma exposição e reconhecimento”. Do mesmo modo, a equipa WeTruck diz que “o iUP25k não foi apenas um concurso de ideias de negócio, foi muito mais do que isso”, salientando as formações ao longo do concurso, que os ajudaram a reforçar alguns conhecimentos e conceitos. Além disso, a WeTruck considera que “as avaliações intermédias e o feedback dos peritos e da organização, permitiram continuar a melhorar o modelo de negócio e a forma de comunicar o projeto”. A componente das formações também é salientada pela equipa Jogos sociais, verdadeiramente sociais, na medida em que permitiram “amadurecer a ideia e até torná-la melhor e mais rentável”, dizem os membros da equipa.

Os concorrentes salientam ainda os contactos e networking feitos ao longo desta jornada, que poderão até servir para parcerias futuras: “Um aspeto a destacar prende-se com a troca de ideias e opiniões com outras pessoas e profissionais. Além disso o iUP25k facilitou o estabelecimento de contactos muito importantes que nos abriram portas, algumas delas mediáticas”, refere a equipa TipiFire. A equipa CECO também salienta esse mediatismo trazido pelo concurso que “permitiu divulgar este novo conceito não só junto da comunidade U.Porto, mas também de um conjunto de potenciais investidores”. Toda a informação sobre as ideias vencedoras de mais uma edição do iUP25k está disponível aqui.

U.Porto é premiada no European Satellite Navigation Competition pelo segundo ano consecutivo.

Desde que se aliou ao concurso em 2012, a U.Porto trouxe sempre para casa o prémio “University Challenge” graças às invenções de Luís Gomes e Filipe Sousa.

Luís e Filipe na entrega dos prémios, na Alemanha. (fotografia de © Simone Hörmann)

Luís e Filipe na entrega dos prémios, na Alemanha. (fotografia de © Simone Hörmann)

São antigos alunos da Faculdade de Engenharia da U.Porto e concorreram ao ESNC com as tecnologias Access ON (2012) e Geo-Agenda, em 2013, mostrando que a Universidade do Porto dá cartas na área da navegação por satélite. Em ambas as candidaturas, não hesitam em salientar o apoio da U.Porto através do gabinete UPIN: “O bom acompanhamento ao longo do processo fez-nos sempre pensar mais além. Tanto a nível académico como a nível de apoios à candidatura, a U.Porto tem desempenhado um papel importante nas nossas vidas”, disse Filipe Sousa.

Os investigadores estão neste momento a consolidar a criação da sua empresa, Outcapsa, e veem o prémio como um reconhecimento do seu trabalho e empenho ao longo dos anos, considerando “uma honra”, voltarem a ser distinguidos. Quem partilha desta opinião é Luísa Bastos, a presidente do júri, desde o início do concurso. Para a professora da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto esse reconhecimento é mais do que merecido uma vez que, na sua opinião, as ideias são bastante interessantes e “muito competitivas”, acrescenta. O facto de Luís Gomes e Filipe Sousa terem sido distinguidos por duas vezes consecutivas é, para a responsável, “revelador da qualidade e do potencial dos alunos que fizeram parte ou a totalidade da sua formação na U.Porto”.

Luísa Bastos acredita que este concurso é uma mais valia para a U.Porto.

Luísa Bastos acredita que este concurso é uma mais valia para a U.Porto.

Luísa Bastos foi convidada para assumir a competição uma vez que leciona disciplinas relacionadas com a temática do ESNC e faz também investigação na área. Na sua opinião, a aliança com o concurso trouxe apenas vantagens para a comunidade académica, permitindo “ter uma perspetiva mais clara do potencial existente no desenvolvimento de aplicações baseadas no posicionamento por satélite”, referiu. Além disso, Luísa Bastos considerou muito compensador poder aconselhar e acompanhar os estudantes que concorreram.

O balanço que faz das duas edições do ESNC é, por isso, muito positivo: “As ideias submetidas ao concurso regional têm sido sempre bem acolhidas pelos diferentes júris internacionais”, refere Luísa Bastos. E a verdade é que a Universidade do Porto, numa ou noutra categoria, tem sido considerada sempre pioneira na área da navegação por satélite tendo chegado, inclusivamente, a vencer o prémio Galileo Master logo no primeiro ano de participação graças a uma ideia de Dirk Elias (Fraunhofer Portugal).

No entanto, é preciso pensar no futuro e uma vez identificadas tais capacidades, Luísa Bastos é da opinião de que as ideias deviam ser melhor exploradas: “Parece-me que seria de considerar a inclusão de disciplinas associadas ao Posicionamento por Satélite em mais cursos da U.Porto. O contacto que tive com os vencedores regionais reforça a ideia de que mais formação na área específica seria útil para abrir novos horizontes”, conta. Além disso, Luísa Bastos também considera fundamental “incentivar a criatividade e o empreendedorismo através da participação em concursos deste tipo”.

A Universidade do Porto aliou-se ao concurso European Satellite Navigation Competition em 2012 e tem sido, desde então, com o UPTEC, o parceiro nacional daquela que é já considerada a maior competição europeia na área da navegação por satélite.

D-scan promete revolucionar a medicina oftalmológica.

A tecnologia de lasers ultra-curtos venceu o iUP25k de 2013 e está agora em processo de licenciamento à empresa Sphere Ultrafast Photonics.

O d-scan em ação.

O d-scan em ação.

As utilizações desta tecnologia criada por Hélder Crespo (Faculdade de Ciências da Universidade do Porto) vão desde a terapia e diagnóstico avançados em oftalmologia até ao processamento de materiais com alta precisão. O aparelho chama-se d-scan (abreviatura de dispersion-scan) e incorpora “uma nova arquitetura capaz de medir e controlar impulsos laser ultra-curtos com durações sem precedentes, próximas dos 3 femtosegundos”, diz Hélder Crespo. É uma tecnologia de laser ultrarrápida, que vai permitir melhorar o modo como se constroem novos lasers. Isso significa que o d-scan consegue resolver a dificuldade existente em medir e controlar a aplicação de impulsos laser ultracurtos nas suas diversas aplicações, permitindo assim melhores desempenhos, nomeadamente na microscopia, na medicina e neurociências, na química e na física, assim como no estudo e processamento de materiais.

imagem sphere“Desde há cerca de quinze anos que não se faz inovação significativa nas técnicas de medida de impulsos laser ultra-curtos, mas os próprios lasers têm evoluído e as técnicas de medida existentes não acompanharam totalmente essa evolução”, diz Hélder Crespo quando questionado sobre como surgiu a ideia para criar o d-scan. O aparelho é único, não existindo neste contexto outra técnica de medida ótica que permita o diagnóstico das novas fontes laser. Hélder Crespo acrescenta ainda que, quando em comparação com outros produtos existentes no mercado o d-scan marca a diferença por “não utilizar técnicas interferométricas para medir os impulsos e também pela sua capacidade de, simultaneamente, controlar a dispersão dos mesmos”. Na opinião do investigador, são estas diferenças que dão a vantagem competitiva à tecnologia, uma vez que consegue obter “medidas fiáveis e exatas mais rapidamente”, acrescenta. Em suma, o aparelho consegue medir impulsos mais curtos do que qualquer outra tecnologia, de uma maneira mais simples, robusta e fiável, permitindo uma monitorização mais eficaz e rápida dos resultados.

Todos estes motivos levaram a que esta ideia fosse a grande vencedora da edição de 2013 do iUP25k  o que, na opinião de Hélder Crespo, foi um marco “muito importante para destacar a inovação inerente ao d-scan”. Para o investigador o prémio em si foi decisivo para os passos que se seguiram: “Foi um auxílio para a compra de componentes para o protótipo beta do d-scan e para podermos iniciar a incubação no UPTEC, algo que tem sido muito produtivo pelo acesso a investidores e formação”, acrescenta.

Nesta longa e produtiva jornada, Hélder Crespo refere o apoio da UPIN como “um contributo e ajuda muito importantes em todo o processo”. A tecnologia da U.Porto encontra-se agora em processo de licenciamento à empresa Sphere Ultrafast Photonics e os investigadores envolvidos estão também a procurar angariar financiamento para conseguirem desenvolver o projeto. A equipa está focada em produzir e colocar no mercado a “mais precisa tecnologia de controlo de laser de impulsos ultrarrápidos de sempre”, rematou Hélder Crespo.

U.Porto organiza a International Evaluation Meeting do ESNC 2013

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Nos dias 19 e 20 de setembro teve lugar na Reitoria da Universidade do Porto a reunião de avaliação de ideias do European Satellite Navigation Competition (ESNC), onde peritos de todo o mundo se reuniram para escolher a ideia vencedora do grande prémio deste ano. Portugal  foi o país escolhido para a realização desta reunião por ter sido o único parceiro português da competição e também por ter vencido o prémio principal na edição de 2012. Por esse motivo, a equipa de avaliadores das ideias a concurso teve também a oportunidade de visitar as instalações do Instituto Fraunhofer Portugal, no qual o diretor Dirk Elias, vencedor do prémio do ano passado, fez questão de receber os peritos e de lhes mostrar as instalações e o que se faz neste instituto, no nosso país.

Recorde-se que, pelo segundo ano consecutivo, a Universidade do Porto, através da UPIN – Universidade do Porto Inovação, foi o único parceiro nacional deste que é um dos maiores concursos internacionais na área da navegação por satélite. O mote para a edição de 2013 foi “Take the Next Step with Your Business Case” e os concorrentes (individualmente ou em equipa) provenientes de empresas, centros de investigação, universidades ou empresas start-up apresentaram as suas ideias de negócio que agora foram avaliadas por esta grande equipa na cidade do Porto. Os resultados da avaliação bem como os dos restantes prémios que compõem o ESNC serão conhecidos já no próximo mês, e a cerimónia de entrega de prémios terá lugar no dia 5 de Novembro em Munique (Alemanha).

Eles ganharam o iUP25k 2013… e agora?

Numa edição única, com um recorde de candidaturas perto das 70, as áreas da saúde e das TIC’S foram as mais premiadas. O concurso de ideias de negócio da Universidade do Porto atribuiu um total de 25.000€ em prémios aos promotores, que contam aqui os seus próximos passos, depois desta conquista no iUP25k 2013.

1º Prémio: Sphere Ultrafast Photonics

1º Prémio: Sphere Ultrafast Photonics

Sphere Ultrafast Photonics, de Rosa Muñiz e Hélder Crespo (FCUP), levou para casa o primeiro prémio (15.000€) graças à sua tecnologia de laser ultrarrápida que criaram a partir da U.Porto, desenhada para melhorar o desempenho da nova geração de lasers de impulsos ultracurtos, o que vai permitir melhorar o modo como se constroem novos lasers, com aplicação em diversas áreas, nomeadamente nos tratamentos em oftalmologia, na investigação ao nível da microbiologia e da medicina, assim como no processamento de materiais de alta precisão.A tecnologia já se encontra patenteada e, neste momento, a equipa de investigação está focada em produzir e colocar no mercado a “mais precisa tecnologia de controlo de laser de impulsos ultrarrápidos de sempre”, disseram os membros da equipa. e a adequá-lo às exigências do mercado, , contando para tal com a valiosa ajuda de experientes mentores da SHARE – Associação para a Partilha do Conhecimento, entidade parceira do iUP25k. Além disso, vital nesta fase é também contactar investidores e potenciais clientes, para que a empresa e a tecnologia possam ter sustentabilidade. A criação da empresa está a avançar e conta com a participação de sócios estrangeiros que também participaram no projeto de investigação e desenvolvimento da tecnologia.AdptTech e Taggeo também foram premiados

2º Prémio: AdaptTech

2º Prémio: AdaptTech

Em segundo lugar na competição ficou o projeto AdaptTech. A equipa de três estudantes da FEUP está, neste momento,a “efetuar o desenvolvimento tecnológico da ideia no que toca às componentes de software, enquanto aguarda pela libertação de verbas para concretização do protótipo”, contaram. Têm, simultaneamente, participado em reuniões de mentoring para otimizar ainda mais a estratégia de desenvolvimento do produto e, futuramente, incluí-lo no nicho de mercado correspondente. Esta tecnologia foca-se em melhorar a vida dos doentes amputados através da disponibilização de próteses mais confortáveis de usar. Através do desenvolvimento de um sistema que recorre à análise 3D da prótese e de cada pessoa, o projeto AdaptTech disponibiliza soluções que adaptam cada uma das próteses às características dos corpos dos seus utilizadores, o que se traduz em menos custos e sobretudo mais conforto.

3º Prémio: Taggeo

3º Prémio: Taggeo

Com o mesmo valor atribuído (5.000€), o projecto Taggeo levou para casa o terceiro prémio. O Taggeo é já uma promissora nova rede social que utiliza a geolocalização para possibilitar, entre outros, a implementação de campanhas de marketing interativo e georeferenciado. Os três estudantes que a desenvolveram encontram-se agora a aprimorar a tecnologia e a atualizar o “modelo de negócio, fruto das sessões de mentoring, provenientes do prémio”, contou a equipa. Na opinião dos três inventores, a experiência adquirida nestas sessões tem sido essencial para orientar a estratégia da equipa e para se aproximarem cada vez mais do próximo objetivo: começar, no Outono, a incubação e o programa de aceleração no Parque de Ciência e Tecnologia da U.Porto – o UPTEC. “Temo-nos sentido muito mais preparados para, enquanto startup, desenvolver um produto que traz ainda mais valor acrescentado para os seus utilizadores”, explicaram.

iUP25k recebe mais de 60 candidaturas

iup25 k banner 3As candidaturas fecharam no dia 8 de abril e o concurso de ideias de negócio da Universidade do Porto promete ser um sucesso.

Ao todo, foram 69 as candidaturas que se bateram pelo acesso ao  Elevator Pitch,  primeira fase do concurso de onde 9 (mais o vencedor da competição paralela Buzz arena) serão selecionados para competirem pela vitória na sessão oficial da quarta edição do iUP25k – a mais concorrida desde o lançamento do Concurso em 2010.

Os vídeos em que cada concorrente apresenta as suas ideias já foram analisados pelos peritos, formando um grupo de 25 finalistas, de entre os quais será escolhido o derradeiro “top ten” do concurso organizado pela UPIN – Universidade do Porto Inovação em colaboração com o Clube de Empreendedorismo da Universidade do Porto (CEdUP) e com o StartupBuzz. Esses dez vão, depois participar no “Pitch me UP” para preparar a apresentação da ideia ao público em geral e, principalmente, ao júri, competindo pelo primeiro, segundo e terceiro prémios, bem como pelo prémio do púbico que também vai ser convidado a votar.

O TerMonitor, um sistema que aplica a termografia à Medicina, criado por estudantes de Medicina e Engenharia da U.Porto, venceu o iUP25k em 2012.

O TerMonitor, um sistema que aplica a termografia à Medicina, criado por estudantes de Medicina e Engenharia da U.Porto, venceu o iUP25k em 2012.

Integrada no SpieUP (Semana de Promoção da Inovação e do Empreendedorismo), a grande final do iUP25k acontece no dia 24 de maio na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), e será aberta ao público.

 Criado com o objectivo de promover o surgimento de novas iniciativas empreendedoras na U.Porto e assegurar vantagens àqueles que querem valorizar o conhecimento gerado na instituição. Em concurso está um conjunto de prémios no valor global de 25 mil euros (patrocinado pelo Banco Santander Totta), a dividir pelas três melhores ideias de negócio (15 000 euros para a melhor ideia e 5.000 euros para as duas restantes).