Anabela Cordeiro (FFUP) leva tecnologia de combate ao cancro até à Austrália e ao Canadá.

Anabela Cordeiro (Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto)

Anabela Cordeiro (Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto)

Trata-se de uma invenção que pretende proteger a actividade anticancerígena e antiparasitária de compostos chamados BNIPs, que podem ser capazes de tratar alguns tumores e doenças infecciosas nomeadamente: Leishmaniose, Doença de Chagas e Doença do Sono. No que toca à actividade cancerígena falamos do cancro do pâncreas, colo do útero e da mama. Em suma, a patente de Anabela Cordeiro destina-se a proteger o efeito terapêutico desses compostos, tornando-os mais eficazes.

Na opinião da investigadora, os tratamentos actualmente disponíveis no mercado estão cheios de reações adversas, com demasiada toxicidade. Isso leva a uma necessidade urgente de descobrir novos fármacos que, além de contornarem esses pontos negativos, sejam baratos. A patente já havia sido concedida nos Estados Unidos em Janeiro deste ano mas agora a internacionalização da invenção foi mais longe o que, na opinião da investigadora só pode trazer vantagens uma vez que “abre novos caminhos, abre a possibilidade de trabalhar, neste campo, em países que ainda não estão em crise e as oportunidades de investigação são uma realidade”, refere.

Apoiada desde o início pela UPIN (sem a qual, diz Anabela Cordeiro, “nunca me teria metido nesta aventura”) a investigadora assume ter travado uma batalha difícil porque qualquer processo de internacionalização “passa sempre por um trabalho de persistência com resposta a perguntas dos examinadores de patentes que, por vezes, não são muito fáceis para os cientistas”, revelou.

No entanto, a importância dos fármacos protegidos nesta patente prevalece e a investigadora pretende continuar a estudar estas moléculas ao nível industrial e ao nível do cancro e indo até mais longe ao nível das doenças negligenciadas, provocadas pelas alterações climáticas: “As doenças infecciosas estão cada vez mais espalhadas por todo o mundo, não estando mais restritas às zonas endémicas”, explicou Anabela Cordeiro. No que toca às doenças cancerígenas a sua presença é universal: “Torna-se cada vez mais urgente proteger estas invenções de forma internacional, podendo estes fármacos ficar disponíveis para a população em qualquer parte do globo disponibilizado pela indústria farmacêutica”, disse a investigadora, orgulhosa do passo dado em direcção a uma potencial melhoria nos tratamentos de saúde em todo o mundo.

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